Remoção de lesões pigmentadas

4 intercorrências ao remover lesões pigmentadas

Com o avanço da tecnologia do mercado estética e os diversos equipamentos disponíveis hoje, remover lesões pigmentadas a laser se tornou um processo simples, seguro e eficaz.

Mas, mesmo com a segurança que os aparelhos trazem, existem riscos associados ao procedimento. Características específicas da pele, estado de saúde do paciente no momento, reação do organismo ao laser ou até mesmo não tomar os cuidados necessários pós sessão, são algumas das causas para que intercorrências aconteçam ao longo do tratamento ou das aplicações.

O que são lesões pigmentadas?

Antes de elencarmos uma lista das intercorrências que podem surgir ao longo do tratamento para remover pigmentação da pele, vamos entender o significado de um termo muito falado: lesões pigmentadas.

Lesões pigmentadas são as manchas de coloração escurecida presentes na pele, são regiões específicas onde há uma grande concentração de pigmento. Essas lesões podem ser classificadas como benignas ou malignas.

As lesões pigmentadas malignas são aquelas onde há uma proliferação desordenada das células, causando riscos à saúde da pessoa. Elas não podem ser removidas com equipamentos à laser, devem ser avaliadas por médicos e extraídas cirurgicamente, quando for possível.

Já as, benignas possuem células com características iguais às originais, não causando, assim, riscos e comprometimento do organismo. São divididas de acordo com a profundidade do pigmento na pele, sendo: dérmicas, epidérmicas e mistas. Podem ser removidas por laser, em procedimentos simples e seguros.

Alguns exemplos de lesões benignas são as sardas, os lentigos solares, as ceratoses seborréicas pigmentadas, alguns tipos de pintas, a mancha mongólica, o nevo azul, o melasma, o nevo de Becker e melanocitoses adquiridas.

Qual a diferença entre pigmento endógeno e pigmento exógeno?

Outro conceito importante de ser citado é sobre o termo pigmento e a sua classificação. A palavra vem do latim pigmentum e refere-se a substância que tem cor própria por modificar a cor da luminosidade refletiva, já que absorve parte dessa tonalidade e irradia outra. O pigmento tem a composição química como origem.

Os pigmentos podem ser classificados em exógenos e endógenos. Os primeiros são oriundos do exterior, introduzidos no organismo e depositados na pele por ingestão (alimentos deglutidos via oral), inalação (ar inspirado) ou inoculação (tatuagens).

Já os pigmentos endógenos são oriundos de atividades celulares, de substâncias produzidas dentro e pelo próprio organismo. Constituem em três grupos: melanina, derivados da hemoglobina ou hemoglobinógenos, e lipocromos.

Como remover lesões pigmentadas da pele?

Como dito em tópicos anteriores, as lesões pigmentadas malignas devem ser removidas cirurgicamente, quando forem possíveis de serem feitas, e as lesões benignas podem ser removidas facilmente com equipamentos a laser.

Os aparelhos a laser da atualidade possuem tecnologia de ponta, capazes de conferir tratamentos seguros, minimamente invasivos e altamente eficazes. Com ponteiras que imprimem alta potência em pulsos ultrarrápidos e intensos, a luz é emitida de forma controlada, penetrando nas camadas da pele até chegar onde o pigmento está depositado. Isto sem danificar o tecido no entorno dessa área.

Os pigmentos presentes nas lesões pigmentadas absorvem a energia, transforma-se em calor e são fragmentos em pequenas partículas de tinta. Estas, por sua, vez, são eliminadas pelo sistema linfático do organismo após serem englobadas e deglutidas pelos macrófagos.

Desta forma, a medida que as sessões são realizadas e os pigmentos são eliminados, haverá um clareamento da região pigmentada, até que as manchas desapareçam por completo ou fiquem quase que imperceptíveis.

Principais intercorrências ao remover lesões pigmentadas

Todo tratamento estético pode se comportar de maneira diferente da habitual, apresentar riscos e intercorrências ao longo ou pós procedimento. Mesmo que esteja sendo utilizado o melhor equipamento para remoção de lesões pigmentadas do mercado, como o Inkie Laser, que a clínica seja renomada e o profissional capacitado, em todo protocolo há riscos associados ao laser.

Abaixo listamos as 4 principais intercorrências que podem surgir durante o tratamento para lesões pigmentadas.

1. Cicatrizes permanentes na região (queloides)

De forma geral, o risco de aparecer uma cicatriz após o procedimento de remoção de lesões pigmentadas é baixo, já que a luz emitida pelo laser do aparelho age diretamente no pigmento e não na estrutura da pele. Mas, pode surgir, sim!

A cicatriz em alto relevo, ou queloide, é uma marca de cicatrização que aparece após um trauma muito profundo na pele, cuja tonalidade varia desde o vermelho até o castanho. Seu aparecimento é bem mais comum em pessoas que já tem predisposição genética para ela ou que não tomaram todos os cuidados indicados no processo de cicatrização.

Fatores genéticos são impossíveis de serem prevenidos. Por isso, quem já tem histórico familiar de surgimento de queloides deve evitar realizar procedimentos que causam agressão na pele, pois o risco de surgir a cicatriz é muito grande.

Quem não se encaixa no risco genético e quer evitar o possível aparecimento da marca de cicatrização, deve se atentar aos cuidados ao longo do tratamento de remoção de lesões pigmentadas.

Tome bastante água: ingerir a quantidade de água diária recomendada mantém a pele hidratada, evita inchaços e ajuda o organismo a se recuperar com mais velocidade.

Preocupe com a alimentação: manter uma alimentação saudável e rica em vitaminas e minerais irá contribuir para que o sistema imunológico fique mais forte. Evitar alimentos alergênicos e gordurosos é fundamental.

Cuidado com a exposição ao sol: se expor a irradiação solar sem proteção aumenta as chances de formação de bolhas e vermelhidão. O uso do protetor solar de forma adequada é imprescindível durante todo o tratamento.

2. Infecção no local

O surgimento de infecção na região tratada é uma intercorrência que não acontece com frequência, mas quando aparece deve ser dada a maior atenção e cuidados para sua cura.

As duas principais causas para o aparecimento de infecções pós procedimento de remoção de lesões pigmentadas são:

  • Aplicação do laser errada, onde o profissional responsável pela aplicação do laser não ajustou corretamente os parâmetros da máquina indicados para o paciente. Com isso, a intensidade e potência não estão ideais para as características da pele e lesão daquele indivíduo, causando queimaduras e irritação que podem levar à infecções.
  • O paciente não manter a rotina de cuidados após as sessões e no intervalo entre elas, principalmente no que diz respeito à higienização da região tratada. Manter a pele limpa e hidratada, não esfregar o local, não usar sabão neutro ou usar produtos que possam causar irritação, não estourar bolhas e arrancar cascas que possam surgir, são os principais cuidados para prevenção do surgimento de infecção local.

3. Hiperpigmentação ou hipopigmentação no local

O efeito colateral mais comum nos procedimentos de remoção a laser de lesões pigmentadas é o aparecimento de manchas de diferentes tons na região tratada, podendo causar o escurecimento ou clareamento da pele no local.

A hiperpigmentação é o escurecimento da pele devido à ativação da melanina, processo que acontece de forma natural quando se é exposto excessivamente ao sol. A hipopigmentação promove o clareamento da pele na região aplicada devido à perda da cor natural da pele.

Essas alterações na tonalidade natural da pele podem ocorrer por má conduta profissional ou do próprio paciente. No primeiro caso acontece quando o laser não é o adequado para aquele paciente, ou seja, quando o comprimento de onda do equipamento não é o apropriado para o pigmento presente na lesão ou quando a pele ao redor também é atingida pelo laser sem que haja um pigmento a ser removido.

Quando há má conduta pelo paciente, está relacionado aos cuidados que deveriam ser adotados após às sessões e não foram seguidos. Principalmente no que refere-se à exposição exagerada ao sol, sem fatores de proteção como roupas e protetor solar, causando a hiperpigmentação da pele.

Geralmente tanto a hiperpigmentação quanto a hipopigmentação podem ser corrigidas de 6 a 12 meses depois. É importante buscar orientação de um médico dermatologista, que fará a recomendação no melhor tratamento para o caso.

4. Fantasma no local, ou seja, um pigmento que não foi removido completamente

Há quem confunda esse efeito pós procedimento com o da hipopigmentação da pele. Vale frisar que eles não são a mesma coisa.

O efeito fantasma é um sombreamento natural – e até mesmo esperado – no local das lesões pigmentadas que surgem mesmo quanto o pigmento é totalmente removido. Ao olhar atentamente para a área é possível perceber um espécie de sombra.

O efeito não requer um tratamento específico. Mantendo a pele saudável e hidratada na região da aplicação, haverá um processo natural de regeneração da pele, fazendo com que essa impressão de sombreamento suma com o tempo.

Como evitar os riscos na remoção de lesões pigmentadas?

Para que riscos de que uma das quatro intercorrências relatadas acima não aconteçam ao longo do tratamento de remoção de lesões pigmentadas, três pontos são extremamente importantes e devem ser levados em consideração:

  • Escolher o profissional certo: para realizar o tratamento procure uma clínica renomada com profissionais qualificados em remoção de lesões pigmentadas. Os riscos diminuem bastante se o procedimento é feito com cautela e segurança.
  • Equipamentos com tecnologia de ponta: além da escolha da clínica e profissional, avalie qual o equipamento será utilizado no seu tratamento. Aparelhos que possuem tecnologia de ponta, telas intuitivas e parâmetros inteligentes, possuem certificação da Anvisa e sejam fabricados por empresas sérias e confiáveis, garantem que os riscos sejam minimizados. O Inkie Laser possui todos esses itens, sendo um excelente equipamento para esse tipo de tratamento.
  • Rotina de cuidados: é fundamental seguir todas as recomendações repassadas pelo profissional responsável pela aplicação. Preocupar-se com a correta higienização da área, mantê-la protegida da exposição solar, manter a pele hidratada e uma boa alimentação, além de respeitar o tempo para recuperação da pele até a próxima sessão, garantirá melhores resultados e menores riscos.

 

 

 

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